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Ambiental, Social e Governança

Data da publicação - 04/05/2022

Discriminação Racial e de Gênero no Setor Corporativo

Discriminação Racial e de Gênero no Setor Corporativo

Apesar de diversos avanços na garantia da equidade social, o combate à discriminação racial e de gênero ainda exige muitos esforços.

A afirmação acima, ou seja, da permanência da discriminação racial e de gênero, decorre do fato de que a maioria dos cargos de poder são ocupados por homens e pessoas brancas.

Nesse sentido, entende-se a discriminação racial e de gênero como o tratamento diferenciado e inferiorizado, tendo como as mais impactadas, mulheres negras.

QUAL LUGAR A MULHER NEGRA OCUPA

NO MERCADO DE TRABALHO?

Discriminação Racial

Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, as mulheres negras representam 28% da população brasileira.

O mesmo instituto define que a população negra no Brasil é de 57,7 milhões de pessoas, representando 54,9% da força de trabalho do país.

Contudo, apesar de representarem a maior força de trabalho no país, ou seja, mais de 50%, a população negra ainda não é devidamente representada no mundo corporativo.

Sendo assim, para responder a pergunta, devem ser analisadas questões como:

  • Taxas de desemprego
  • Diferenças salariais
  • Perfil de ocupação de empregos informais
  • Características do trabalho realizado
  • Possibilidade de mobilidade profissional

Nesse sentido, além das pesquisas realizadas pelos institutos governamentais, as instituições privadas que buscam pela equidade racial e de gênero também pesquisam sobre as temáticas.

Um estudo realizado em 2020, nomeado de “Potências (in)visíveis: a realidade da mulher negra no mercado de trabalho” realizou mais de mil entrevistas para a análise dos dados.

Segundo o estudo, foi avaliado que, embora as empresas adotem ações afirmativas de inclusão de gênero e racial, há uma questão a ser discutida.

Isso porque, a maior parte dos cargos oferecidos para pessoas negras são hierarquicamente mais baixos do que aqueles oferecidos a pessoas brancas, evidenciando a discriminação racial.

Sendo assim, os dados que ilustram a seguinte realidade, são os seguintes:

  • Somente 2% das trabalhadoras negras são diretoras, porém nenhuma ocupa o cargo de CEO
  • Apenas 3% são gerentes, supervisoras, coordenadoras, sócias ou proprietárias
  • 8% ocupam o cargo de analistas
  • De modo superior, 18% estão no setor administrativo ou operacional
  • A maioria, ou seja, 23%, ocupa o cargo de assistente ou auxiliar

A análise destes dados mostra que, quanto maior o nível de poder e de remuneração dentro do ambiente corporativo, menor é a porcentagem de mulheres negras presentes.

Por fim, a pesquisa mostrou que apenas 28% delas foram lideradas por outras mulheres negras nos últimos 5 anos de trabalho.

PRÓXIMOS PASSOS

Agora, com o conhecimento dos dados e da real sub-representação da mulher negra no mercado corporativo, as empresas que se preocupam com o alcance da equidade racial e de gênero devem avaliar seus cargos.

Além disso, caso já existam ações afirmativas, elas devem ser revistas, com o objetivo de garantir maior representatividade e inclusão no mercado corporativo.

Diversas empresas têm realizado processos seletivos priorizando a contratação de um grupo específico, o que é plenamente justificável, considerando a desigualdade existente.

Além disso, é necessário olhar para os índices de rotatividade, um processo de inclusão não pode se limitar ao momento da contratação.

As pessoas devem ser acompanhadas, treinamentos e capacitações devem ser realizadas, para garantir a permanência do(a) colaborador(a).

Em conclusão, estas são as principais ponderações acerca da discriminação racial e de gênero no mercado de trabalho. Se deseja mais informações sobre o respeito à diversidade no ambiente de trabalho, continue acompanhando nosso blog e siga nosso Instagram.

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