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Data da publicação - 19/05/2026

Debate sobre captação de recursos, M&A e inteligência artificial, com a Raketo Financiamentos

Gabriel Mendes Abdalla
Autores: Gabriel Mendes Abdalla Sócio
Lucas Luna
Lucas Luna Sócio
Debate sobre captação de recursos, M&A e inteligência artificial, com a Raketo Financiamentos

O BVA realizou, em seu auditório, o evento “Perspectivas estratégicas sobre captação de recursos, M&A e inteligência artificial”, em parceria com a Raketo Financiamentos.

O encontro reuniu especialistas para discutir, de forma prática, os desafios e oportunidades na estruturação de operações complexas, atração de investimentos e aplicação de novas tecnologias nos negócios.

Os painéis foram conduzidos pelos sócios do BVA Gabriel Abdalla e Lucas Luna, ao lado de Fred Santoro, CEO da Raketo Financiamentos; Fernando Fernandes, Cofounder da CROWD S/A; Damázio Teixeira, Head de AI do Grupo Zamp; e Jairo Margatho, Managing Partner da MMK Partners.

Captação de recursos e M&A: organização, previsibilidade e estratégia

O primeiro painel trouxe uma visão direta do mercado sobre o que, de fato, diferencia empresas preparadas para captar investimentos ou participar de operações de M&A.

Para Fred Santoro, o ponto de partida está na percepção do mercado:

“O primeiro filtro é como os clientes estão avaliando a empresa. A falta de dados é o que mais assusta — muitos têm o dinheiro, mas não sabem o que fazer com ele. Quem não mostrar capacidade de organização fica para trás.”

Na mesma linha, Jairo Margatho destacou:

“A gente olha para crescimento e organização. Em captação de investimento, você precisa ter tração e previsibilidade — a falta dela afeta diretamente o valuation. E concentração de clientes também é um risco relevante.”

Ao tratar dos erros mais comuns nas transações, Margatho foi direto:

“Os riscos que o investidor deve correr são os riscos conhecidos, não os desconhecidos.”

A discussão também abordou geração de valor e preparo para investimentos. Santoro ressaltou a importância de clareza e foco no cliente:

“A satisfação do cliente faz ele voltar sem pensar duas vezes. Mas é essencial deixar claros os riscos para o investidor.”

Sobre timing, o CEO indicou que processos estruturados demandam planejamento:

“Para Venture Capital, o ciclo de captação costuma girar em torno de um ano, dependendo da estratégia.”

A governança apareceu como elemento central ao longo do debate — especialmente como fator determinante para a atratividade em operações de M&A e captação.

“Se o cliente tem interesse, é uma alavanca incrível de valor. Mas tudo depende de maturidade — a falta de governança gera prejuízos relevantes”, afirmou Margatho.

Complementando, Santoro reforçou que esse fator também é determinante em startups.

Ao longo da discussão, Gabriel Abdalla trouxe a perspectiva jurídica e estratégica das transações, reforçando que organização, previsibilidade e governança não apenas facilitam processos de captação, mas são determinantes para viabilizar operações de M&A com segurança e eficiência.

Encerrando o bloco, os especialistas destacaram a importância de preparação estratégica e apoio qualificado:

“Conte com bons advisors — eles fazem total diferença no valuation final”, disse Margatho.

Ao sintetizar o debate, Gabriel Abdalla destacou:

“Uma empresa preparada é uma empresa vendível.”

IA e governança: eficiência com responsabilidade

O segundo painel, conduzido por Lucas Luna, abordou a aplicação prática da inteligência artificial nas empresas, com foco em eficiência operacional, governança e impacto em decisões de investimento.

Logo na abertura da discussão, Lucas destacou a evolução do uso da tecnologia e seus impactos estruturais nos negócios:

“A IA já trouxe eficiência, mas o mundo agêntico traz uma estabilidade muito grande para empresas em início de operações e permite um desenvolvimento com mais facilidade.”

Damázio Teixeira, Head de AI do Grupo Zamp, que também participou dessa rodada de discussão, destacou o ganho direto de valor ao integrar IA aos processos:

“O potencial está em aumentar o valor entregue ao cliente e à empresa. Estamos acelerando de dentro para fora: a IA é um suporte para ampliar a capacidade estratégica.”

Ao tratar da relação entre inovação e governança, ele reforçou que os dois temas caminham juntos:

“Não se começa a inovar sem considerar governança e gestão de risco. Esse processo evolui junto com a empresa.”

Fernando Fernandes, Cofounder da CROWD S/A, trouxe a perspectiva de eficiência operacional:

“A IA permite reduzir tempo e custo desde o início, inclusive em estruturas de governança, evitando problemas futuros.”

No contexto de M&A, a governança de dados foi apontada como fator crítico em empresas intensivas em tecnologia, principalmente quando há modelos bem estruturados, o que gera vantagem competitiva.

“Se uma empresa baseada em IA não tem governança de dados estruturada, isso pode se tornar um deal breaker”, afirmou Teixeira.

“Quando a empresa já nasce com processos de IA bem governados, isso chama muita atenção — é uma vantagem intelectual pronta para ser incorporada”, completou.

Reforçando esse ponto, Luna destacou a importância da institucionalização do uso da tecnologia:

“É legal vermos esse movimento de governança institucional nas empresas, porque, senão, a gente fica muito sujeito ao uso equivocado da IA, sem proteções e sem garantias para as empresas.”

O painel também abordou erros comuns na adoção da tecnologia. Entre eles, a supervalorização da IA como solução universal e a falta de aplicação interna consistente.

Além disso, os desafios de implementação e liderança também estiveram em pauta.

“Se você vende IA como diferencial, precisa usar dentro de casa”, foi destacado durante a discussão.

Para Damázio:

“O maior desafio é acompanhar a velocidade do mercado movimentando estruturas grandes.”

Já Fernandes destacou o fator humano:

“O maior desafio é fazer com que as pessoas entendam o que a tecnologia é capaz de fazer.”

Ambos concordaram que educação e capacitação são essenciais para consolidar modelos eficientes:

“Só resolvemos isso com educação, diagnóstico e um plano de ação estruturado”, afirmou Fernandes.

Encerrando o painel, os especialistas deixaram um recado claro para empresas que ainda estão no início dessa jornada:

“Não é optativo. Mas também não pode ser feito de forma atropelada — é preciso saber por onde começar e ter boas ajudas”, afirmou Damázio.

Conectando estratégia, inovação e execução

Ao longo do encontro, ficou nítido que decisões de investimento, operações de M&A e adoção de inteligência artificial estão cada vez mais interligadas, exigindo preparo, estrutura e visão estratégica.

O evento reforçou a importância de combinar organização, governança e tecnologia como pilares para empresas que buscam crescimento sustentável e relevância em um mercado cada vez mais competitivo.

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