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Trabalhista e Previdenciário

Data da publicação - 13/05/2026

NR-1 na prática: os novos desafios da gestão de riscos psicossociais nas empresas

Leonardo da Costa Carvalho
Autores: Leonardo da Costa Carvalho Sócio
Luiz Gustavo Oliveira da Silva
Luiz Gustavo Oliveira da Silva Coordenador
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Com o prazo de adequação fixado para 26 de maio, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) marca um novo momento na forma como as empresas brasileiras devem estruturar e gerir seus riscos ocupacionais.

Ao consolidar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) como obrigação para organizações com empregados sob o regime da CLT, a norma amplia o escopo tradicional de saúde e segurança do trabalho e introduz, de forma mais explícita, a necessidade de identificação, avaliação e gestão de riscos psicossociais.

Na prática, essa evolução regulatória reposiciona a pauta de saúde mental e bem-estar no ambiente corporativo como um tema estratégico, com impactos diretos sobre cultura organizacional, definição de metas, estilos de liderança e práticas de gestão de pessoas.

Questões como pressão por resultados, jornadas extensas, ausência de desconexão e situações de assédio passam a ser analisadas sob uma nova lente, com potencial de gerar consequências jurídicas, financeiras e reputacionais relevantes.

Nesse contexto ,  promovemos mais uma edição do Café com os Especialistas, com o tema “NR-1 na prática: os novos desafios para a gestão empresarial”.

O encontro foi conduzido pelo sócio e coordenador da área Trabalhista, Leonardo Carvalho e Luiz Silva, respectivamente, e contou com a participação de Fernando Heidrich, Gerente Médico de Saúde e Segurança, e Lucinéia Francisco, Consultora de Relações Trabalhistas e Sindicais.

Mais do que uma análise normativa, o debate trouxe uma abordagem prática e estratégica sobre os principais pontos de atenção para as empresas no processo de adaptação à NR-1. Foram discutidos, entre outros aspectos, a necessidade de revisão de políticas internas, a integração entre áreas jurídicas, de Compliance e de  Recursos Humanos, além do papel da liderança na implementação efetiva das novas diretrizes.

Outro ponto de destaque foi o impacto da norma nos processos de fiscalização, tanto presenciais quanto documentais, reforçando a importância de registros internos consistentes, relatórios estruturados e práticas de governança que evidenciem a gestão ativa dos riscos. Também foi abordado o aumento da atuação sindical e o potencial de judicialização de temas relacionados à saúde mental no trabalho, ampliando o nível de exposição das empresas.

Ao reunir especialistas com diferentes perspectivas, o encontro reforçou a importância de uma leitura integrada da norma, indo além do cumprimento formal e considerando seus desdobramentos estratégicos.

Com isso, a adequação à NR-1deixa de ser apenas uma obrigação regulatória e passa a representar uma oportunidade para as empresas revisitarem seus modelos de gestão, fortalecendo ambientes de trabalho mais sustentáveis, seguros e alinhados às melhores práticas de governança.

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